Relatório da PF levanta suspeita sobre o ministro Toffoli

  • 13 de setembro de 2026
Relatório da PF levanta suspeita sobre o ministro Toffoli


Relatório sigiloso da Polícia Federal, de quase duzentas páginas, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal, há sete meses, e apresenta uma série de suspeitas envolvendo o ministro Dias Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O documento, denominado Informações de Polícia Judiciária de Análise nº 893171/2026 e elaborado a partir do conteúdo do telefone celular do empresário apreendido no final de 2025, levanta a hipótese de que o magistrado possa ser o “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do Fundo de Investimentos em Participações (FIB) Arleen.

O fundo recebeu ao menos R$ 35 milhões de Vorcaro e teve seus ativos transferidos para uma holding nas Ilhas Virgens Britânicas, tradicional paraíso fiscal no Caribe, segundo reportagem de Breno Pires da revista piauí.

De acordo com o levantamento dos investigadores, o fundo Arleen era sócio do Tayayá Aqua Resort, empreendimento localizado em Ribeirão Claro (PR) que pertence a Toffoli e sua família.

O relatório aponta que a estrutura financeira passou por sucessivas alterações estratégicas, mudando de proprietário para as mãos do empresário Alberto Leite, dono da empresa FS Security e amigo do magistrado, que alterou o regulamento para permitir aplicações no exterior e, posteriormente, repassou cerca de R$ 34 milhões para a holding Egide I.

No próprio relatório, a PF diz que “foram identificados diversos elementos no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIB Arleen, bem como seus ativos”.

A cronologia mapeada pelos agentes federais detalha que os movimentos financeiros se concentraram ao longo de 2025.

As mensagens resgatadas expõem apreensão extrema com os aportes voltados ao empreendimento.

A segunda vertente de suspeita levantada pela Polícia Federal envolve a possível interferência do banqueiro em julgamentos da Suprema Corte relativos a precatórios do setor sucroalcooleiro.

O Banco Master mantinha uma carteira com mais de R$ 10 bilhões em tese análoga, tendo interesse direto no desfecho de uma ação movida pela usina Alcídia contra a União.

Dias antes do julgamento deste processo, Toffoli deu um posicionamento divergente de sua linha histórica em um caso similar envolvendo a empresa Raízen, votando favoravelmente ao Estado e provocando pânico nos executivos do banco.

*fonte: jornal correiobraziliense



Fonte: Paraíba Online