Presidente do Solidariedade se entrega à Polícia Federal após três dias foragido

  • 15 de junho de 2024
Presidente do Solidariedade se entrega à Polícia Federal após três dias foragido
Investigação aponta desvio do fundo eleitoral (Foto: Divulgação/ PROS)

Na manhã deste sábado (15), Eurípedes Júnior, presidente do partido Solidariedade, se entregou à Polícia Federal (PF) após três dias foragido. Ele chegou à Superintendência da PF em Brasília acompanhado por seus advogados. Eurípedes foi alvo de uma operação da PF na última quarta-feira (12), mas não foi encontrado na ocasião. 

Dos sete mandados de prisão preventiva expedidos, apenas o de Eurípedes — ex-dirigente do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), que se fundiu ao Solidariedade em 2023 — não foi cumprido no dia da operação.

Eurípedes foi o principal alvo da operação. Outros alvos incluem dirigentes, ex-dirigentes e candidatos que concorreram pelo PROS nas eleições de 2018, antes da fusão com o Solidariedade. A PF investiga, entre outras irregularidades, o uso de candidaturas laranja para desviar dinheiro do fundo eleitoral.

Além das candidaturas laranja, a investigação aponta indícios de superfaturamento de serviços de consultoria jurídica e desvio de recursos partidários destinados à Fundação de Ordem Social (FOS), a fundação do partido.

As investigações, iniciadas em 2018, apontam que, até 2023, aproximadamente R$ 36 milhões foram desviados. Eurípedes teria comprado um helicóptero avaliado em R$ 2,4 milhões para uso pessoal com dinheiro do fundo partidário.

“Os envolvidos estão sendo investigados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado, apropriação indébita, falsidade ideológica eleitoral e apropriação de recursos destinados ao financiamento eleitoral”, informou a PF.

Eurípedes Júnior é apontado como líder de uma organização criminosa, que incluiria sua esposa, Ariele Macedo; suas filhas, Jheniffer e Giovanna Macedo; seu primo, Alessandro Sousa, e a esposa dele, Cíntia Lourenço; além de seu irmão, Fabrício Gomes, e a cunhada, Kelle Dutra.

Enquanto Ariele e Giovanna Macedo são citadas como laranjas do esquema, Jheniffer Macedo estaria no núcleo central da organização. Segundo o relatório da PF, os envolvidos desviavam recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.

Para a lavagem de dinheiro, há indícios do uso de empresas e fundações, contratação de serviços advocatícios, compra e venda de imóveis, além de viagens ao exterior, incluindo Miami (EUA), que levantaram suspeitas.

Com Portal Correio