Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em até 56,3%

  • 1 de abril de 2026
Petrobras reajusta preço do querosene de aviação em até 56,3%


A Petrobras aumentou, nesta quarta-feira (1º), o preço do querosene de aviação (QAV), conforme comunicado às distribuidoras nesta quarta-feira. O reajuste chega a 56,3%, como em Ipojuca (PE), onde o litro passou de R$ 3,46 para R$ 5,40. A menor elevação foi de 52%, registrada em Canoas (RS).

A informação foi divulgada no site da estatal. A correção varia conforme o polo de comercialização e o tipo de contrato. Em média, nas 13 bases onde o produto é vendido, o aumento foi de 54,6% por litro.

Este é o terceiro reajuste do ano. Desde janeiro, o diesel comercializado pela Petrobras acumula alta média de 62%, com pico de 64% no período.

Confira os novos valores por localidade:
• Belém (PA): de R$ 3,50 para R$ 5,50
• São Luís (MA): de R$ 3,40 para R$ 5,80
• Fortaleza (CE): de R$ 3,50 para R$ 5,50
• Ipojuca (PE), modalidade ETM: de R$ 3,50 para R$ 5,40
• Ipojuca (PE), modalidade LPA: de R$ 3,50 para R$ 5,50
• Betim (MG), modalidade LPA: de R$ 3,60 para R$ 5,60
• Betim (MG), modalidade LPT: de R$ 3,60 para R$ 5,60
• Duque de Caxias (RJ): de R$ 3,60 para R$ 5,50
• Paulínia (SP), modalidade EXA: de R$ 3,60 para R$ 5,60
• Paulínia (SP), modalidade LPA: de R$ 3,60 para R$ 5,60
• Guarulhos (SP), modalidade LPA: de R$ 3,60 para R$ 5,60
• Guarulhos (SP), modalidade LCT: de R$ 3,60 para R$ 5,60
• Araucária (PR): de R$ 3,60 para R$ 5,60
• Canoas (RS): de R$ 3,70 para R$ 5,70

Segundo um executivo do setor de distribuição, que preferiu não se identificar, a Petrobras já havia sinalizado às distribuidoras um aumento de cerca de 55% para abril. Fontes indicam que o reajuste poderá ser parcelado pelas empresas.

Na segunda-feira, um comunicado da Vibra (antiga BR Distribuidora) sobre o aumento de 55% teria circulado entre clientes, provocando reação no mercado.

Para reduzir os impactos, o governo teria solicitado à estatal que aplicasse o reajuste de forma gradual, diluindo os aumentos nos próximos meses.

Diferentemente da gasolina e do diesel, que não têm periodicidade fixa, o QAV sofre atualização mensal, com base nas cotações do petróleo e do dólar. Por contrato, a Petrobras repassa tanto altas quanto quedas, anunciando os novos valores no último dia do mês anterior.

O governo acompanha de perto a oscilação dos combustíveis. Com a guerra no Irã, o preço do barril de petróleo ultrapassou US$ 100, refletindo no diesel e no QAV no Brasil, enquanto a gasolina segue sem reajuste.

No caso do diesel, o governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins e pretende editar uma Medida Provisória para subsidiar o combustível, com divisão de custos entre União e estados. A preocupação é com os caminhoneiros e com o impacto no preço dos alimentos, já que o transporte rodoviário influencia diretamente esses custos.

Para o querosene de aviação, o governo avalia zerar o IOF para companhias aéreas e reduzir PIS/Cofins, tentando conter o aumento das passagens. A estimativa é de que o encarecimento do QAV possa elevar em até 20% o preço das tarifas, em um cenário de recorde no número de passageiros no país.



Fonte: Paraíba.com.br