Por Nathália Aguiar
A Paraíba registrou uma queda no percentual de domicílios com algum grau de insegurança alimentar, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual, que em 2017-2018 era de 53,5%, caiu para 35,9% em 2023. Apesar disso, cerca de 1,53 milhões de pessoas (37,4% da população) ainda estão em insegurança alimentar no Estado.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25), pelo IBGE, no módulo de Segurança Alimentar da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2023. Segundo o registro, os paraibanos que estão em situação de insegurança alimentar vivem em 530 mil domicílios particulares, em situações permanentes com alguma restrição alimentar ou preocupadas em não ter recursos para a compra de alimentos.
É importante destacar que estar em insegurança alimentar significa o não acesso (ou a preocupação) a alimentos de qualidade, em quantidades suficientes e sem comprometer o acesso a outras necessidades, com regularidade.
Existem três graus de insegurança alimentar: leve, moderada e grave. A grave se configura quando a experiência da fome passa a ser de fato vivenciada pelos moradores do domicílio, inclusive para crianças, como resultado da falta de comida. No Estado da Paraíba, o indicador foi maior que a média registrada em todo o Brasil (4,1%) e menor que a do Nordeste (6,2%).
O grau de insegurança moderado está presente em 125 domicílios paraibanos (8,5%, 372 mil moradores), o que indica que neles havia redução de quantidade de alimentos entre adultos ou rupturas nos padrões de alimentação.
O percentual de domicílios em situação de insegurança alimentar leve, quando há preocupação ou incerteza quanto ao acesso à comida no futuro e a qualidade dos alimentos, caiu de 33,9%, em 2017-2018, para 21,4%, em 2023, correspondendo a 317 mil domicílios e 937 mil pessoas (22,9%).

