Por: Virgínia Vasconcelos
Eliane Nunes da Silva, acusada de assassinar a própria filha, será julgada nesta terça-feira (11). O crime ocorreu em 26 de outubro de 2023, quando a menina Júlia, de apenas um ano, foi morta a facadas no bairro do Geisel, em João Pessoa.
Segundo a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Eliane matou a filha por motivo fútil, de maneira cruel e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. De acordo com os autos, após receber uma mensagem de rompimento do relacionamento do seu companheiro, Eliane, movida por ódio e desejo de vingança, pegou uma faca peixeira de oito polegadas e foi até o berço onde a filha estava deitada. Ela desferiu o primeiro golpe nas costas da menina, que começou a chorar.
Ainda segundo o MPPB, Eliane esfaqueou a filha 26 vezes. As facadas foram desferidas no abdômen, nas costas e no pescoço da criança. O laudo pericial confirmou as lesões: dez no abdômen, duas na lateral esquerda do pescoço, uma na face esquerda, duas na escápula esquerda, três na infraescápula esquerda, uma na lombar esquerda e sete na lombar direita.
Após o crime, Eliane se apresentou espontaneamente à polícia, ainda com manchas de sangue nos braços, e confessou o delito, detalhando as razões que a motivaram. Ela está sendo acusada com base nos artigos 121, parágrafo 2º, incisos I (motivo torpe), III (meio cruel) e IV (recurso que impossibilitou a defesa da vítima), combinado com o parágrafo 2º-B, II (autora ascendente) e artigo 61, II, h (contra criança) do Código Penal.

