Desemprego registra a menor taxa desde 2014

  • 30 de maio de 2024
Desemprego registra a menor taxa desde 2014

Por Marina Cavalcante 

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a taxa de desemprego no trimestre encerrado em abril ficou em 7,5%, o menor para o período desde 2014. O índice é considerado estável em relação ao trimestre móvel terminado em janeiro de 2024 (7,6%) e 1 ponto percentual (p.p) abaixo do apurado no mesmo período de 2023 (8,5%).

A população desocupada ficou em 8,2 milhões, sem variação significativa em relação ao trimestre móvel encerrado em janeiro de 2024, porém 9,7% menor que o apontado no mesmo período de 2023. Isso representa menos 882 mil desocupados.

O número de trabalhadores ocupados chegou a 100,8 milhões, considerado estável em relação ao trimestre terminado em janeiro de 2024. Em relação a 12 meses atrás, houve acréscimo de 2,8%, o que representa mais 2,8 milhões de pessoas com trabalho.

De acordo com a coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, o cenário do emprego no país vem apresentando resultados positivos. “É um mercado de trabalho que segue com redução na taxa de desocupação e expansão no número de trabalhadores.”

Ela cita dois elementos sazonais no trimestre encerrado em abril que explicam a estabilidade na desocupação em 2024: a redução das perdas de emprego no comércio e a volta da contratação de trabalhadores do setor público nas áreas de saúde e educação, notadamente no ensino fundamental.

“Já na comparação com o ano passado, o cenário é de manutenção de ganhos da população ocupada, trabalho com carteira assinada e rendimento do trabalhador”.

Carteira assinada

O número de trabalhadores com carteira assinada atingiu 38,188 milhões, um recorde desde o início da série histórica em 2012. O número de trabalhadores sem carteira assinada também foi recorde, chegando a 13,5 milhões. A taxa de informalidade ficou em 38,7% da população ocupada, totalizando 39 milhões de trabalhadores informais, um nível próximo ao do trimestre encerrado em abril de 2023 (38,9%). Apesar da alta informalidade, essa taxa tem se mantido relativamente estável nos últimos trimestres.

Rendimento 

O rendimento médio do trabalhador atingiu R$ 3.151, um aumento de 4,7% em 12 meses. A massa de rendimentos chegou a R$ 313,1 bilhões, um recorde histórico e 7,9% acima do mesmo período em 2023. Segundo uma pesquisadora do IBGE, esses resultados positivos se devem ao crescimento do emprego formal, que oferece melhores rendimentos, e ao aumento das contratações no serviço público, especialmente em atividades de ensino fundamental.

Calamidade no Sul 

A Pnad divulgada nesta quarta-feira não reflete os impactos dos temporais que atingiram o Rio Grande do Sul no fim de abril e em maio. O IBGE, segundo sua coordenadora, fará esforços para continuar coletando informações na região. A Pnad abrange 221,3 mil domicílios trimestralmente em todo o país, incluindo 12,4 mil no Rio Grande do Sul. Em áreas inacessíveis devido a danos, a coleta está sendo feita por telefone, respeitando a disponibilidade dos moradores. A pesquisa é crucial para retratar os impactos da calamidade no mercado de trabalho local.

Com Agência Brasil