100 dias após morte de Danielle, afastamento de servidores é mantido

  • 3 de julho de 2025
100 dias após morte de Danielle, afastamento de servidores é mantido

A Prefeitura de Campina Grande confirmou, nesta quinta-feira (3), que um médico e uma enfermeira continuarão afastados de suas funções, de forma preventiva, após a conclusão de uma apuração interna relacionada à morte de Maria Danielle Cristina Morais Sousa e do bebê que ela esperava. A paciente teve complicações após o parto e morreu no dia 25 de março, vítima de um AVC hemorrágico. A data marca também os 100 dias do falecimento.

Segundo o marido de Maria Danielle, ela recebeu um medicamento para indução do parto na maternidade do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), o que teria provocado complicações que culminaram na morte do bebê e na necessidade de retirada do útero da paciente. A denúncia gerou comoção e motivou a abertura de uma sindicância interna pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De acordo com a gestão municipal, o processo de apuração foi finalizado com a elaboração de um relatório, que passou por análise jurídica e resultou em um parecer com orientações sobre as providências cabíveis. Mesmo com a conclusão da sindicância, os profissionais permanecerão afastados enquanto as investigações seguem em andamento, como forma de preservar a integridade do processo e garantir um ambiente institucional seguro.

O relatório e o parecer foram encaminhados ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) e à Procuradoria-Geral do Município, que irão analisar se há necessidade de instaurar novos procedimentos ou aplicar outras penalidades.

Inicialmente, a SMS havia informado que a sindicância estava concluída, mas que o conteúdo não seria divulgado até a conclusão da apuração feita pelo MPPB. No entanto, em nota publicada nesta quinta-feira, a pasta confirmou a manutenção do afastamento, sem detalhar o conteúdo técnico do relatório nem esclarecer se novas medidas foram adotadas até o momento.