Plano Nacional de Ferrovias deve somar R$ 200 bilhões em investimentos, segundo Ministério dos Transportes

  • 29 de maio de 2024
Plano Nacional de Ferrovias deve somar R$ 200 bilhões em investimentos, segundo Ministério dos Transportes

Por: Virgínia Vasconcelos

O Ministério dos Transportes planeja lançar o Plano Nacional de Ferrovias, com previsão de R$ 200 bilhões em investimentos. A iniciativa, descrita como “ambiciosa” pelo secretário-executivo George Santoro, segue a estratégia das concessões de rodovias, incluindo um cronograma de leilões.

O plano, elaborado em conjunto com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Infra S.A., aguarda a aprovação do ministro dos Transportes, Renan Filho. A expectativa é de que o anúncio oficial ocorra no início de julho, em evento na B3, em São Paulo.

No segundo semestre, representantes do Ministério viajarão para a China e Arábia Saudita para atrair investidores, apresentando os projetos ferroviários no final de um “roadshow” global. A carteira inclui projetos de trens de carga e passageiros, muitos já com estudos de viabilidade técnica, econômica e ambiental (EVTEA) em andamento.

Entre os possíveis projetos estão a Ferrogrão, conectando Mato Grosso ao Pará, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), cruciais para o escoamento da produção agrícola. Para passageiros, sete projetos estão no radar, incluindo Brasília (DF)-Luziânia (GO) e Salvador-Feira de Santana (BA).

Para viabilizar os R$ 200 bilhões em investimentos, o governo destinará R$ 20 bilhões de recursos públicos, provenientes de repactuações contratuais e renovações antecipadas de concessões. A maior parte desses recursos virá de acordos com empresas como a Vale, que deve R$ 25,7 bilhões pelas concessões em Carajás e Vitórias-Minas.

Recentemente, um acordo com a Rumo para a Malha Paulista resultou em R$ 1,5 bilhão para o Plano de Ferrovias. O governo também negocia com a MRS Logística, que deve R$ 3,7 bilhões, e a VLI, responsável pela Ferrovia Centro Atlântica (FCA). As renovações antecipadas, realizadas na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, são vistas pelo atual governo como tendo concedido descontos excessivos nas outorgas.