Por Beatriz Santos
A greve de servidores técnico-administrativos da Universidade Federal da Paraíba(UFPB) e da Universidade Federal de Campina Grande(UFCG) passou de dois meses de atuação e não tem previsão de retorno das atividades nas duas instituições.
O movimento grevista teve início em março, e segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior do Estado da Paraíba (SINTESP-PB), a categoria cobra reajuste salarial para 2024 e melhorias no Plano de Cargos e Carreiras dos técnico-administrativos em Educação (PCCTAE).
Os professores da universidade aprovaram um indicativo de greve em 3 de abril, mas sem uma data definida para uma pausa nas atividades.
Na UFPB e na UFCG, mesmo sem o suporte do trabalho da maior parte dos técnico-administrativos, as aulas estão mantidas.
Ambas as paralisações estão de acordo seguem o movimento liderado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra).
Por último, no IFPB, a greve teve início no dia 3 de abril, também por tempo indeterminado. Na instituição, professores e técnico-administrativos suspenderam as atividades. A categoria tem as seguintes reivindicações:
- Reestruturação de carreiras de técnicos e professores;
- Recomposição salarial, sendo de 34,32% para técnicos e 22,71% para professores;
- Revogação de algumas normas;
- Recomposição do orçamento;
- Reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes;
- Código de vagas e concurso imediato para técnicos e professores.
Em todas as três instituições, as negociações com o governo não avançaram. Por isso, não existe ainda uma previsão de retorno das atividades.

