Preço da gasolina pode variar entre os postos de João Pessoa e das rodovias da Paraíba

  • 7 de maio de 2024

Por Lummarem Santos

De acordo com a última pesquisa do Procon João Pessoa, o preço da gasolina na cidade varia de R$5,64 a R$5,89 por litro. Notavelmente, observa-se uma disparidade de preços entre os postos da capital e os localizados ao longo das rodovias BR-230 e BR-101, que conectam João Pessoa a Recife e Campina Grande, respectivamente. 

Em certos postos, a discrepância varia de 9 a 11 centavos em comparação com os postos da cidade. Essa observação foi feita por um ouvinte da Rádio CBN, que expressou preferência por abastecer ao longo do percurso, em vez de dentro dos bairros da capital, devido às diferenças de preço. 

Omar Hamad, presidente do sindicato que representa o comércio de derivados de petróleo na Paraíba, sustenta que as discrepâncias nos preços são justificáveis, embora representem um ônus para os motoristas que dependem de veículos a gasolina. Ele argumenta que os encargos podem influenciar significativamente o valor, dependendo da localização do estabelecimento.

Quanto é o custo operacional de um posto lá em Café do Verde e quanto é o custo operacional de um posto em João Pessoa? Um ponto já é esse. Essa diferença acontece porque está perto de Cabedelo, o frete também não corresponde à porcentagem de carregador na composição do preço”, disse o presidente do sindicato, em alusão ao diferencial de Cabedelo, porta de entrada do combustível na Paraíba.

A opinião do presidente do sindicato vai de acordo com a visão da superintendente do Procon estadual, Késsia Liliana, que acrescentou que o mercado é livre e que apenas os aumentos abusivos devem ser contidos em um cenário de alternância de preços por diversos fatores, entre eles, as localidades em que os postos estão inseridos.

“Ele (o consumidor) pode tanto solicitar as notas fiscais, lembrando que os postos de combustível ele tem que colocar os preços de antes na tabela, para que o consumidor compare, como também ele pode entrar em contato com o órgão de proteção e defesa do consumidor mais próximo para que a gente envie a fiscalização e, através da nota fiscal, a gente possa comprovar se houve o aumento acima da média que aquele posto geralmente praticava e possamos instaurar o devido processo legal”, considerou.

A superintendente ressaltou que apesar das regulamentações, existe uma flexibilidade de preços, os quais são definidos pelos próprios empreendimentos.

Com Jornal da Paraíba