Defesa de delegado preso em operação diz que ele pode ser vítima da “maior injustiça da Polícia”

  • 3 de junho de 2026
Defesa de delegado preso em operação diz que ele pode ser vítima da “maior injustiça da Polícia”


O advogado Diego Cazé, responsável pela defesa do delegado Braz Morrone, afirmou, nesta quarta-feira (3), que o policial pode estar sendo alvo da “maior injustiça da Polícia Civil da Paraíba contra um delegado operante”.

A declaração aconteceu durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Rádio Arapuan FM.

Segundo Diego Cazé, a defesa teve acesso aos autos do processo apenas no fim dessa terça-feira (2) e ainda realiza uma análise preliminar da investigação.

“De todo o procedimento, nós só tivemos acesso aos autos ontem já ao final do dia. É um processo extenso, um processo que se perdura já há bastante tempo”, afirmou.

O advogado também destacou que existem diversos procedimentos anexados ao processo que, segundo ele, não teriam relação direta com as notícias divulgadas.

“Tem cópias de vários procedimentos que não são correlacionados a esses fatos que estão sendo noticiados”, declarou.

Durante a entrevista, Diego Cazé afirmou que se surpreendeu com o conteúdo acessado até o momento e saiu em defesa da trajetória profissional de Braz Morrone.

“Nós podemos estar diante da maior injustiça da Polícia Civil contra um delegado operante, um delegado da maior classe especializada da carreira dos delegados da Polícia Civil da Paraíba”, disse.

A defesa ainda ressaltou que, segundo o advogado, não há registros anteriores de denúncias ou procedimentos disciplinares contra o delegado.

“É um delegado cujo histórico profissional é ilibado. Não pesa contra ele nenhum registro similar de qualquer tipo de acusação, seja junto ao Ministério Público, seja junto à Corregedoria da Polícia Civil”, afirmou.

Diego Cazé também citou operações realizadas por Braz Morrone ao longo da carreira, destacando apreensões de drogas feitas durante sua atuação na Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE).

“Foi a maior apreensão de drogas durante o período em que ele esteve à frente da DRE”, declarou.

O advogado afirmou ainda que o delegado chegou a ser ameaçado de morte enquanto atuava no Sertão paraibano.

“Foi um delegado ameaçado de morte quando esteve a serviço da segurança pública do Estado da Paraíba, no Sertão paraibano”, concluiu.

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Fonte: Paraíba.com.br