Crise na saúde: Hospitais de Campina podem suspender atendimento por falta de pagamento

  • 26 de setembro de 2025
Crise na saúde: Hospitais de Campina podem suspender atendimento por falta de pagamento

Na quarta-feira (24), foi protocolado um ofício no Gabinete do Prefeito Bruno Cunha Lima informando que cinco hospitais e clínicas de Campina Grande correm risco de suspender suas atividades a partir de 30 de setembro, em razão de constantes atrasos nos repasses do Fundo Municipal de Saúde. O documento alerta para um quadro de “colapso financeiro”.

Segundo o texto, não estaria sendo cumprido nem mesmo o Termo de Ajustamento de Conduta, firmado em maio com a intervenção do Ministério Público Estadual, que previa a regularização dos pagamentos.

As instituições exigem uma reunião com o prefeito e lembram que já fizeram pedidos anteriores que ficaram sem resposta. O atraso nos repasses estaria prejudicando o pagamento de salários de cerca de 2 mil colaboradores.

O ofício é assinado por representantes da Clínica Dr. Maia (Antônio Maia), da FAP (Derlópidas Neves), do Hospital Antônio Targino (Wolner Targino), da Clipsi (José Marcos de Lima) e da Oftalmoclínica (Saulo Freire).

No documento, eles relatam que os atrasos sistemáticos aumentam as despesas das entidades com multas contratuais e passivos trabalhistas, além de comprometer a continuidade dos serviços. Segundo o comunicado, a falta de crédito junto a fornecedores, médicos, serviços terceirizados e funcionários inviabiliza a manutenção das atividades.

Por fim, o ofício alerta: caso não haja providências imediatas para normalizar os pagamentos e agendar uma reunião com as instituições signatárias para discutir soluções à crise, os serviços poderão parar a partir de 30 de setembro de 2025.