Paraíba alcança recorde de uso de celular e se destaca entre os jovens

  • 28 de julho de 2025
Paraíba alcança recorde de uso de celular e se destaca entre os jovens

O uso do celular para fins pessoais atingiu o maior patamar já registrado na Paraíba. Em 2024, 84% das pessoas com 10 anos ou mais declararam possuir um aparelho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da pesquisa PNAD Contínua: Características de Tecnologia da Informação e Comunicação (PNAD TIC).

O crescimento é significativo quando comparado a 2016, ano em que 71,5% da população paraibana com essa faixa etária usava celular. Em oito anos, o índice subiu 12,5 pontos percentuais, mostrando uma tendência constante de ampliação do acesso à tecnologia.

O grupo com maior proporção de usuários de celular é o de 25 a 29 anos, com 95% de adesão. Em seguida vêm os jovens de 20 a 24 anos, com 94,4%. Esses percentuais colocam a Paraíba acima da média do Nordeste nessa faixa etária e muito próxima da média nacional, que é de 95,6%.

Entre os adolescentes de 14 a 19 anos, o uso de celular saltou de 78,5% em 2023 para 85,1% em 2024, demonstrando um avanço expressivo em apenas um ano.

O levantamento também mostra uma maior inclusão digital entre os idosos. Em 2016, apenas 54% das pessoas com 60 anos ou mais usavam celular na Paraíba. Em 2024, esse número subiu para 66,5%. Apesar do avanço, o índice ainda está abaixo da média nacional, que é de 78,1% para essa faixa etária.

O mesmo cenário se repete entre pessoas de 50 a 59 anos: 85,3% usam celular na Paraíba, enquanto a média nacional é de 92,4%.

Embora o índice estadual de 84% esteja alinhado à média do Nordeste, ele permanece abaixo da média nacional, que é de 88,9% em 2024. As diferenças ficam ainda mais evidentes entre os mais velhos, onde a inclusão digital avança, mas de forma mais lenta.

Por outro lado, entre os jovens de 20 a 24 anos, a Paraíba se destaca: o estado superou a média do Nordeste (94%) e ficou muito próximo da média nacional (95,6%), mostrando que o acesso à tecnologia tem crescido com força nas gerações mais novas.