Entidades profissionais da Paraíba manifestaram apoio à nova medida do Ministério da Educação (MEC), que proíbe a oferta de cursos de graduação em Medicina, Direito, Odontologia, Psicologia e Enfermagem na modalidade de ensino a distância (EAD). A decisão foi publicada nesta segunda-feira (19), e estabelece que essas graduações devem ser oferecidas exclusivamente de forma presencial. As instituições terão até dois anos para se adequar às novas diretrizes.
O Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB) celebrou a medida como uma conquista histórica. “Hoje, não estamos dando fim a um modelo de ensino, mas sim a um modelo de negócio que sacrificou a qualidade da educação em nome exclusivamente do lucro, colocando em risco a integridade e a vida das pessoas. É uma conquista emblemática para a categoria em plena Semana da Enfermagem!”, afirmou a entidade em publicação nas redes sociais.
O Conselho Regional de Odontologia da Paraíba (CRO-PB) também reforçou sua posição contrária ao EAD, destacando que a formação em Odontologia exige carga intensa de práticas presenciais. “O combate ao EaD na Odontologia é uma medida que resguarda a qualidade da formação dos cirurgiões-dentistas no Brasil e, principalmente, de proteção da saúde bucal da população”, declarou. O CRO-PB lembrou ainda que o próprio MEC, por meio da portaria 1.838/2023, já havia suspendido a criação de novos cursos EAD na área.
Na área jurídica, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), reafirmou sua posição contrária ao ensino jurídico à distância. Em outubro de 2023, o presidente da entidade, Harrison Targino, já havia se posicionado contra a liberação do modelo EAD. “A OAB Paraíba repudia veementemente essa tentativa de desmoralização do ensino jurídico e sua qualidade. Já não basta afinal os cursos em profusão?”, questionou.
O Conselho Federal de Psicologia (CFP) também celebrou a decisão do MEC. Para o presidente da entidade, Pedro Paulo Bicalho, a formação em Psicologia exige presença e interação direta. “A presencialidade na graduação em Psicologia é condição essencial de qualidade na formação e no cuidado ofertado à população”, afirmou em julho de 2024.
E o Conselho Federal de Medicina (CFM) já alertava, desde 2017, sobre os riscos do ensino a distância na área da saúde. Segundo o órgão, a prática presencial é indispensável na formação de médicos e outros profissionais da área, que precisam desenvolver habilidades diretamente com os pacientes.

