Com a morte do Papa Francisco nesta segunda-feira (21), a Igreja Católica entra em um dos momentos mais solenes da sua tradição: a escolha de um novo pontífice. Esse processo é chamado de conclave, e ele acontece a portas fechadas no Vaticano.
O conclave é uma reunião secreta com os cardeais da Igreja que têm menos de 80 anos. São eles que votam no novo Papa. Atualmente, cerca de 135 cardeais estão aptos a participar. Eles se reúnem na Capela Sistina, completamente isolados do mundo exterior, até que um nome seja escolhido.
Cada cardeal vota em segredo. Para que alguém seja eleito Papa, é preciso obter dois terços dos votos. As cédulas são queimadas após cada rodada de votação. Se ninguém for eleito, sai fumaça preta pela chaminé da capela. Quando o novo Papa é escolhido, a fumaça é branca — sinal para o mundo todo de que “Habemus Papam!”.
Após a morte de um Papa, a Igreja entra no período chamado Sé Vacante. Durante esse tempo, o Vaticano é administrado temporariamente por um cardeal chamado Camerlengo (atualmente Kevin Farrell), que cuida dos preparativos para o funeral e do início do conclave.
O Brasil, país com o maior número de católicos do mundo, terá sete cardeais participando da escolha do novo Papa. A expectativa é grande, inclusive para a possível eleição de um latino-americano novamente.

